quinta-feira, 25 de setembro de 2014


A VIDA

Uma mulher, um homem.
Quatro paredes, um quarto
Uma cama  semi limpa
Dum hotel de má fama
Dois corpos despidos
De roupa e preconceitos
Em busca de um prazer
Proibido mas desejado
Gotas de transpiração
Deslizam numa pele
Sedenta de carícias
E os dois corpos se fundem num só
E o desejo penetra no prazer
E durante esse tempo
Que para eles foi uma eternidade
Nada mais existiu do que a sua satisfação
E quando os corpos se separaram
Ele como Senhor absoluto da criação
Diz, fico á espera que me dês
A VIDA que deixei dentro de ti


Autor. A.C.    11/10/09

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